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Esperar coerência não é criar expectativa!


Esperar coerência não é criar expectativa, é um anseio legítimo de confiança e reciprocidade em um relacionamento amoroso. Muitas vezes, pessoas confundem a busca por coerência com a criação de expectativas irreais.


Contudo, essa busca não se trata de idealizar um parceiro perfeito ou projetar desejos impossíveis de serem alcançados. Pelo contrário, é um desejo sincero de que o outro seja fiel a si mesmo, que suas palavras e ações estejam alinhadas, e que exista um comprometimento verdadeiro com a relação.


A espera por coerência reflete a necessidade de um relacionamento baseado em honestidade emocional e respeito mútuo. Ser responsável afetivamente é ir além das palavras, é traduzir o afeto em atitudes consistentes, demonstrando cuidado, consideração e comprometimento com o bem-estar do parceiro.


Por vezes, algumas pessoas utilizam a justificativa de "não estarem prontas para um relacionamento", mas, na prática, continuam a se relacionar, criando sim uma relação e mantendo uma conexão sem o devido compromisso e sem o emprego de rótulos (segredinho, uma relação não precisa de rótulos para ser, ou sua mãe já se apresentou como mãe para que você soubesse que era esse papel que ela exercia em sua vida?).

Essa atitude não apenas frustra as expectativas legítimas do outro, mas também pode gerar inseguranças e mágoas que afetam a confiança e a estabilidade do vínculo afetivo (tanto o atual, quanto os futuros - olha só que estrago!).


Portanto, esperar coerência não é criar expectativas excessivas, mas sim buscar uma relação madura, onde ambos são transparentes sobre suas intenções e sentimentos, agindo de forma congruente com suas palavras e desejos. É uma busca por um amor genuíno, baseado na verdadeira reciprocidade e na construção de uma história alicerçada em confiança e responsabilidade emocional.

Lembrando mais uma vez que responsabilidade emocional não é dizer que você não quer se relacionar e continuar se relacionando e criando um história cheia de vínculos.



Autora: Ana Luisa F. Arantes

Psicóloga e Mestre em Psicobiologia pela USP.

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